No dia 13 de janeiro de 2012, a Associação Religiosa Israelita - ARI comemorou 70 anos de existência.
A ARI foi fruto do idealismo de um grupo de jovens imigrantes alemães judeus que chegaram ao Brasil na década de 30.
Esses jovens frequentavam os serviços de Shabat do Grande Templo ou iam ao pequeno Shil dos belgas, que mais tarde daria origem à Sinagoga de Copacabana. Eles estranhavam, porém, a pronúncia ashquenazi e sentiam falta de seu próprio ritual. Como tinham bom conhecimento de hebraico e dos serviços religiosos, decidiram realizar por conta própria em 1936 o primeiro serviço de Rosh Hashaná e Iom Kipur. Não tinham um Sefer Tora, apenas sidurim e machzorim trazidos nas suas bagagens. E ficaram muito felizes de conseguir junto com os poucos familiares festejar os Iamim Noraim.
Com a participação e interesse cada vez maiores, o sonho de fundar uma congregação judaica alemã se tornou realidade em 13 de janeiro de 1942, tendo a sua frente um dos mais importantes líderes de nossa comunidade, o rabino Heinrich Lemle.
A vice-presidente da ARI, Teresa Roth, que passou a frequentar a instituição religiosa a partir da década de 70, nos conta, na entrevista a seguir, um pouco dessa história e como foi a comemoração especial dos 70 anos.
. Como foi o kabalat shabat do último dia 13 de janeiro? -Foi um kabalat shabat especial que contou com a presença de 600 pessoas e a participação de filhos e netos de fundadores, entre os quais, Marina Lemle, neta do rabino Lemle. Tivemos também a presença de Raquel e Guilherme Levi, nosso decano, filho do primeiro presidente Eduardo Levi. Outros ex-presidentes também estiveram presentes e participaram do serviço religioso.
.O serviço religioso desta noite foi feito como há 70 anos? -O Serviço foi feito como antigamente e as pessoas cantaram melodias há muito não usadas na ARI. As mesmas da época da fundação. Tivemos a participação do nosso Coral.
.Como foi a preparação para esta noite? - Foram muitos meses de pesquisas sob a coordenação dos chazanim André e Oren com a Comissão de Assuntos Religiosos. Queríamos que tudo fosse feito como era há 70 anos. Ainda, no ano passado, tivemos no Kabalat do dia 1º de dezembro uma celebração com as melodias que se cantavam naquela época e, no último dia 13, fizemos todo o Serviço religioso como era antigamente.
.Como se deu o convite ao rabino Lemle para liderar os serviços religiosos da ARI? -O rabino Lemle chegou ao Brasil em 1941 por intermédio de Lilly Montagu, presidente da World Union for Progressive Judaism em Londres, que o resgatara do campo de concentração de Bucherwald. O Rabino Lemle foi enviado ao Rio de Janeiro com a missão de fundar uma congregação liberal.
.Quais foram os outros endereços da ARI antes de chegar à atual sede? -A primeira sede da ARI foi uma pequena sala nos fundos da Rua Barata Ribeiro 363, em Copacabana. A ARI foi crescendo e, ao fim do primeiro ano, já contava mais de mil sócios. Em dezembro de 1943 as instalações foram transferidas para o número 373 da Barata Ribeiro com a ideia de uma sede própria e uma campanha com este objetivo foi iniciada. No dia 12 de Novembro de 1944 foi inaugurada a primeira sede própria da ARI à Rua Martins Ferreira 52, em Botafogo. A ARI foi crescendo e a sede da Martins Ferreira já não comportava mais tantas pessoas e atividades. Uma nova campanha foi iniciada para a construção de uma nova sinagoga. O grande impulso foi dado pelo Prof. Dr. Fritz Feigl e sua esposa Dra. Regine Feigl com a doação do terreno para a construção. Mesmo com as dificuldades mas com luta, determinação e perseverança, o objetivo foi alcançado. Com a campanha dos tijolos, venda de cadeiras e donativos, a sinagoga foi surgindo – um projeto arrojado do arquiteto Henrique Mindlin.
.Qual é o número atual de sócios? -Hoje contamos com 900 famílias.
.O que a ARI oferece hoje para a comunidade judaica? -Temos diversas atividades, desde cursos e palestras com temática judaica, até exibição de filmes, lojinha e uma Oficina Profissionalizante e Artística para pessoas especiais. Temos também um grupo da terceira idade, o Guilá, que recebe o apoio uma vez por semana de uma psicóloga.
.Uma curiosidade: o fato de duas mulheres estarem à frente da diretoria (presidente e vice-presidente) da ARI tem algum significado especial? -No judaísmo liberal reformista, homens e mulheres têm os mesmos direitos. Os meninos e as meninas sobem à Torá no bar e bat-mitzvá e se assim ocorre, as mulheres, assim como os homens, podem estar à frente da diretoria do Conselho da Sinagoga. Por coincidência, os últimos três presidentes da ARI foram mulheres. Podemos atribuir às mulheres o fato de serem mais detalhistas, mais cuidadosas e, por consequência, suas administrações são bem-sucedidas.
O Dia Internacional em Memória às Vítimas do Holocausto foi instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2005, por proposta de Israel, que teve o copatrocínio de outros 104 países. A resolução foi aprovada por consenso geral e o texto enfatiza o dever dos Estados membros de educar as futuras gerações sobre os horrores do genocídio e condena quaisquer formas de racismo ou intolerância.
A data é comemorada em 27 de janeiro e constitui uma homenagem aos seis milhões de judeus, entre outras vítimas do extermínio nazista, e refere-se ao dia em que o exército soviético libertou, em 1945, os mil presos vivos de um total de milhares de centenas que passaram por Auschwitz-Birkenau.
Shoah, palavra que em hebraico significa catástrofe, tem sido lembrado no sentido histórico e pedagógico contra o preconceito, o ódio e o racismo.
Segundo a escritora Hanna Arent, "não há história mais difícil de contar em todas as histórias da humanidade do que a do Holocausto".
E visando dar conhecimento às novas gerações dessa barbárie nazista, as lideranças políticas têm envidado esforços para incluir, através de leis, noções sobre o Holocausto nas escolas públicas. Assim o foi, entre outras, na cidade do Rio de Janeiro (vereadora Teresa Bergher), Porto Alegre (vereador Valter Negelstein), São Paulo (vereador Floriano Pesaro) e Florianópolis (vereador Márcio de Souza).
Também o deputado estadual Gerson Bergher teve lei sancionada pelo governador Sérgio Cabral ( RJ ), para incluir, nos cadernos pedagógicos da rede estadual de ensino fundamental, noções sobre o que foi o Holocausto.
E, recentemente, pelo decreto assinado pela presidente Dilma Rousseff, referente ao acordo de cooperação no campo educacional entre Brasil e Israel, consta "a continuidade da pesquisa e do trabalho educacional relacionado ao Holocausto, especialmente nos currículos escolares".
Em 2011, a comemoração ocorreu no Palácio Itamaraty do Rio de Janeiro e, 67 anos após esta libertação, o ato solene promovido pela FIERJ acontecerá na Sinagoga de Copacabana Kehilat Yaacov, dia 26, quinta-feira próxima, com a participação especial do acadêmico Arnaldo Niskier.
Na lista dos melhores filmes há algumas semanas, finalmente o assisti. Na China de Mao-Tse-Tung, um jovem, Sun, cuja família é importante junto ao Partido se apaixona por uma moça, Jing, de família ‘mais pobre do que um camponês’. Ela fora enviada ao campo para ser reeducada e ele fazia parte de um grupo de geólogos. Apenas uma vez o rapaz demonstra sua dor, ao contar que a mãe atirara-se do quarto andar por ser capitalista. O pai da moça, este estava preso por aparente conflito com a Revolução e a mãe, que além de Jing tem outros dois filhos ainda pequenos, é uma professora rebaixada à faxineira, constantemente humilhada, devido ao ‘erro’ do marido.
Os jovens se apaixonam platonicamente. Encontram-se secretamente, embora não troquem um beijo sequer. Sim, uma vez ele a envolve com seu casaco numa tarde fria em que ela está sem agasalho. De outra feita, leva-a para nadar numa outra tarde em que a presenteia com um maiô. Mais tarde, cuida das feridas nos pés da amada, que durante as férias se torna voluntária num serviço acima de suas forças. E ainda providencia mantimentos para a família da moça, pois a carência era grande naqueles tempos chineses. O amor que existe ente eles é puro carinho, deve contentar-se na alegria de olhar um para o outro, exige renúncia e por isso, mais provoca nele a vontade de proteger a moça triste e tão esforçada.
Quando Sun adoece, Jing o visita e permanece perto dele o máximo que pode, já sem temer a reação do Partido que tudo vê e controla. É ele quem cuida para que ela não seja descoberta nem punida. O amor dos jovens nascera quando ele a viu escrevendo acerca de um espinheiro branco que dá flores vermelhas devido ao sangue dos heróis que tombaram aos pés da árvore. Desde então ele soube que a esperaria não por um ano, ou dois ou dez, mas sim pela vida inteira. Quando a amada, sabendo-o doente, está pronta a entregar-se a ele, é com respeito e carinho que ele abre mão de uma noite de sexo para dormirem de mãos dadas.
Sua amada permanece pura para um futuro. O final é emocionante e traz a sensação de esperança na humanidade e na grandeza humana.
A mim, o que mais impressionou, além da bela fotografia e do lirismo do roteiro, foi ver que o estrago que um homem como Mao e sua camarilha fizeram ao país não destruiu sua gente. Hoje, pouco mais de 30 anos após se livrar daquele câncer, a China, de volta ao caminho da Educação e da Cultura, ganha espaço na liderança mundial. E o conquista em vários aspectos, o principal deles, por certo, através da aposta que tem feito em educar seu povo com esmero.
Que 2012 chegue como uma árvore do amor, na figura da melhor e mais apurada Educação para os jovens de todos os quadrantes. E que, com Educação de enorme qualidade (com livros corretos), seja então possível encontrar paz neste mundo tão conturbado e cansado e guerras e ódios.
Que 2012 traga amor no melhor sentido para os jovens, bem longe das drogas e da vulgaridade. Que haja qualidade e dignidade na vida de cada ser humano e que, no Brasil e no mundo, as camarilhas sejam varridas com indignação para dar lugar apenas a dirigentes sábios, honestos, competentes e plenos de humanidade.
Talvez seja apenas um sonho de início de ano, mas ainda é janeiro e estes são dias de sonhar o melhor. Sonhar o melhor não para poucos, mas para todos. Afinal, já é mais do que tempo de procurar - no ano que se inicia - meios de tornar os sonhos coletivos em realidade.
Por falar em realidade, no troca-troca de ministros – só foram 3 agora porque a Reforma deu-se antes, por razões de força maior – ganhou a Pasta de Ciência e Tecnologia (viva!) um cientista brilhante e respeitado, Marco Antonio Raupp. O PT faz o quê? Vergonha! Chia, reclama, mostra sua cara. Queria ali um deputado seu, queria continuar com a pasta. Que lhe importa o país?
Quando, por Deus, nossos políticos mesquinhos aprenderão que o país vem antes de qualquer coisa? Quando aprenderão que o bom para o Brasil será bom para os brasileiros? Sem falar no horror do caso do prefeito Celso Daniel, também creditado ao PT, por obra e graça do Poder, ainda impune. Os políticos brasileiros se imaginam Bórgias, Médicis? O povo está cansado, farto de tanto malfeito. Máxima lei – e na veia - para eles!
Após longo suspiro, respirando fundo, voltemos às artes.
Fui assistir à peça ‘Holoclownsto’. O nome intrigou-me, imaginei o que seria apresentado. Afinal, ganhar edital da Caixa, patrocínio da Caixa, é difícil. Eu já havia me desiludido com a peça sobre Hannah Arendt e seu professor amante, que ali assisti no ano passado e que havia sido um fiasco, saindo de temporada antes do previsto. Mas tenho como norma ver tudo – tudo mesmo - que envolva a saga dos judeus, e lá fui eu. Conheço a diretora é moça séria, queria conferir seu trabalho sobre tema tão delicado e complexo.
A peça não tem texto falado. É apenas mímica para 6 atores. Voilà, pensei. Será uma obra chapliniana. Não era. Seis atores mal vestidos, com figurino que lembra os pijamas listrados fazem humor (às vezes duvidoso) num vagão, enquanto se dirigem para a morte. Os alemães estão ausentes de cena. Surgem em tiros, gritos, muito incidentalmente e sem força. Olhando para os outros na platéia, via-se que riam sem entender a tragédia de tudo aquilo. Porque ela não estava no subtexto.
Para quem desconhece o holocausto, e no Brasil poucos não judeus sabem o que foi, pois não é dado em escolas (agora parece que será) e nem atrai muitos leitores – é leitura dura, difícil de encarar; numa cultura ainda infante, que, como disse Pedro Bial em entrevista, tem Zé Mané que curte BBB. Tem muita gente que curte BBB, mesmo. Que pena para um país que pode crescer tanto!
Mas, voltando à peça, os atores fazem graça, e muitas delas não contribuem para o lírico, mas flertam com a zombaria. É constrangedora, quase. Quase, não. É constrangedora. Escreve-se sobre aquilo que se conhece a fundo ou sobre o muito pesquisado. No caso, nenhuma das preliminares foi atendida. A idéia de mostrar a barbárie das guerras, seu paradoxo e aberrações, não foi bem sucedida. Faltou-lhe o toque que ‘A vida é bela’ trouxe. Lá, um pai tenta minorar os horrores do campo de concentração para seu filho; mas o horror está claro, colado ao personagem.
Aqui, falta lirismo, falta solidariedade, falta o grito de horror. É um desperdício. Beira a falta de respeito para com a memória dos que padeceram nas mãos dos nazistas.
Invasão Americana O general Martin Dempsey, chefe do estado-maior americano, chegou a Israel nesta última 5ª feira, para uma visita relâmpago, durante a qual encontrou-se com o primeiro-ministro, Beniamin Netaniahu, o ministro da defesa, Ehud Barak, o chefe do estado-maior de Israel, Gal Benny Gantz e o presidente Shimon Peres. A sua chegada foi precedida por encontros pouco anunciados pela mídia, entre comandantes americanos e israelenses, nos quais o Irã, ou mais corretamente, a corrida atômica do Irã, foi o a pauta das conversações. Segundo os comentaristas políticos e militares, o Gal. Dempsey não veio se defrontar com os israelenses, mas sim esclarecer aos israelenses, iranianos e eleitores americanos, que os Estados Unidos não deixarão Israel desprotegido frente ao Irã. Veio demonstrar o quanto é profundo o compromisso do povo americano com o povo de Israel e que os dois países continuarão a manter um diálogo no campo da segurança, e que Israel não está sozinho na luta contra a atomização iraniana O embargo econômico contra o Irã está surtindo efeito e 27 países da comunidade europeia estão apertando o nó, com vistas a bloquear, se necessário, as transações com o banco central do Irã.
Estreito de Ormuz O Estreito de Ormuz, entre a Arábia Saudita e o Irã, é uma das rotas mais importantes do petróleo mundial, e a ameaça do Irã em fechá-lo elevou em muitos graus a tensão na região. Três porta-aviões americanos e outras naves de guerra da França e Inglaterra já estão próximas da área, o que causou um relaxamento no tom agressivo do governo dos aiatolás.
Conferência de Wannsee Em 20 de janeiro de 1942, realizou-se, num subúrbio de Berlim, uma conferência com a participação de representantes de todos os ministérios do governo nazista alemão. Wannsee é o nome do castelo, por sinal muito bonito e luxuoso, que abrigou, em plena guerra, os comandantes, os generais, a elite da “SS”, os responsáveis por todos os ministérios que deveriam atuar conjuntamente para planejar e executar todos os passos da “solução final” para os judeus da Europa, ou seja, expulsão, transporte para a Europa Oriental e o extermínio do judaísmo europeu, tal como havia sido planejado, mas não executado com a presteza necessária. Os judeus da Europa foram listados com muita precisão e separados de a acordo com o país em que viviam, em dois grupos: A -países que estavam sob o domínio do III Reich B- países que colaboravam com o III Reich ou se opunham ao domínio nazista No grupo “A”, estavam a Áustria, Polônia, Estônia, Bélgica, Dinamarca, França, Grécia, Holanda, Hungria, Noruega, Latia e Lita. No grupo “B”, Bulgária, Finlândia, Itália, Irlanda, Albânia, Croácia, Portugal, România, Suécia, Suíça, Eslováquia, Turquia, Espanha, Rússia, Bielorussia e Ucrânia. Total: 11 milhões de judeus. Imaginem quem foi o responsável pelo protocolo da conferência? Adolph Heichmann. Tudo certinho, quantos judeus em cada país, onde moravam, qual a profissão, sem defeitos. Israel não poupou esforços para encontrá-lo e trazê-lo para ser julgado e executado. O dia 20 de janeiro, em Israel, não é esquecido.
Esperança Uma grande conquista internacional de uma firma israelense, especializada em desenvolvimento de pesquisa na área de biotecnologia. Esta firma, Brainstorm, em sociedade com Hadassit, do hospital Hadassa de Jerusalém, recebeu licença do Ministério da Saúde de Israel para iniciar a experiência clinica com um novo produto, baseado em células-tronco, para tratamento da Esclerose Lateral Atrófica (ALS). O novo produto já foi usado em quatro pacientes, dos quais, três apresentaram melhoras evidentes. Uma em cada 10.000 pessoas sofre de alguma forma desta grave enfermidade e este passo poderá significar uma esperança para milhares de doentes que vivem na expectativa de algum tratamento. Mais um ponto para a ciência de Israel!
Lei Tal Em 2002, uma comissão presidida pelo juiz Tzvi Tal apresentou ao governo as conclusões e sugestões sobre um problema, que desde a criação do Estado de Israel vem causando polêmica na sociedade israelense: a dispensa concedida aos Charedim que estudam nas Ieshivot de prestar serviço militar. As conclusões da Comissão Tal, posteriormente transformadas em lei, permitiam aos Charedim continuar estudando Torá, gozar dos benefícios que o estado concede aos cidadãos, estando dispensados do serviço militar obrigatório para os demais, ou, interromper os estudos e procurar trabalho para manutenção da própria família, podendo escolher entre serviço militar de 16 meses ou serviço civil em benefício da comunidade por um ano, sem salário. Essa lei causou protestos no seio dos não Charedim, pois o serviço militar para os jovens convocados é de três anos para homens e dois anos para as mulheres. Os jovens convocados não têm escolha entre estudar, trabalhar ou prestar serviço comunitário. Apesar dos protestos, a lei foi posta em vigor até 2007, quando novamente foi discutida e prolongada por mais cinco anos. Agora, em 2012, termina a prorrogação e o assunto volta à pauta, pois o Ministério da Defesa alega que está deficitário com relação ao número de convocados e a revolta pública, além de alguns setores governamentais, leva a discussão em nível de valores éticos, como a igualdade dos cidadãos no ônus dos deveres com a pátria. Atualmente, 60.000 Charedim estão dispensados do serviço militar, e Netaniahu, para garantir a estabilidade do seu governo e com vistas às próximas eleições, quer prorrogar pois mais cinco anos a validade da lei Tal, o que está causando um grande reboliço na opinião pública. Barak sugere que a lei continue em vigor durante mais um ano, durante o qual novas sugestões mais justas e igualitárias sejam apresentadas, discutidas e aprovadas.
Notas Novas O banco de Israel realizou um concurso para a modelagem das novas notas que estarão circulando em 2013 e 2014. A vencedora, Osnat Eshel, revelou que foi inspirada pela poesia hebraica. Osnat tem 30 anos, é solteira e religiosa. Em geral, só retratos de políticos homens figuram nas notas de Israel. Desta vez duas grandes poetisas, Lea Goldberg e Rachel, estarão embelezando as novas notas, bem como dois grandes poetas, Natan Alterman e Saul Tchernichovshi. Apesar da oposição contra a presença da mulher no espaço público, nós continuamos o nosso caminho.
O Novo Protesto Ainda não nos refizemos da campanha a favor da justiça social que irrompeu no verão, e estamos, em pleno inverno, vivendo novas emoções com uma campanha justíssima contra a descriminação, acreditem, dos Etíopes! Num determinado bairro de Kiriat Melachi, no sul do país, um grupo de moradores de edifícios bem valorizados no mercado imobiliário local resolveu compactuar e obedecer a um acordo não escrito, de não vender nem alugar imóveis para famílias etíopes. Vocês podem imaginar a revolta e a dor desses Olim, que chegaram a Israel, muitos a pé, através do Sudão, passando as maiores dificuldades, e se sentirem estranhos, diferentes, por causa da cor, das tradições culturais no país que era o sonho em realidade. A nova geração, já nascida em Israel, tem outras normas de comportamento, e não o conformismo que caracterizou a geração dos pais e saíram à luta. Várias manifestações em praças públicas, com milhares de participantes, apoiados também pela liderança do movimento das tendas, da mídia que colocou esse aspecto doloroso e vergonhoso nas manchetes. Racismo em Israel contra judeus? Não dá para acreditar...
Turismo Estão planejando viajar para Israel? Procurem na internet o tipo de competição esportiva, concertos, teatro ou qualquer outra atividade cultural e marquem a viagem de acordo com o festival que queiram assistir. De janeiro a junho, dezenas de eventos nacionais e internacionais, do norte ao sul do país. A Ópera israelense vai apresentar “Carmen”, entre 7 e 12 de junho 2012, em Massada. Centenas de participantes, cenários originais, com apoio do Ministério da Cultura e Esporte e de várias empresas comerciais que patrocinam o projeto. Os ingressos já estão à venda.
Egito Não esquecemos da Primavera Árabe. As eleições ainda não terminaram. Lembram? É um processo longo e complicado. No último sábado foram publicados os resultados da última rodada das eleições para o parlamento. A Fraternidade muçulmana recebeu 47% dos votos e os Salafistas radicais, 25%. Para nós, em Israel, não é nada estimulante .Provavelmente, mais problemas adiante.
Kineret Começamos este inverno com um déficit de quase 5 metros abaixo da linha vermelha. As últimas chuvas elevaram em quase 15 cm o nível das águas. O povo judeu é otimista no seu DNA, pois 15cm para 5m não é muito. Chegaremos lá, com muito otimismo.
Não há duvida que fazer exercício faz bem para a saúde, até mesmo para pacientes com enfermidades que há alguns anos atrás nós cardiologistas não recomendávamos como no caso dos com pressão alta ou nos com coração dilatado.
O problema na enorme maioria dos casos não é a atividade física em si, mas os coadjuvantes , muito comuns em algumas academias, por exemplo: o uso de anabolizantes ( as chamadas bombas), para dar maior musculatura ou a corrida para ficar com um corpo preparado para a exposição do verão. E um pouco como querer emagrecer sem fazer dieta e atividade física, o que acontece é que se procura um atalho perigoso na maioria dos casos, chamado "fórmulas para emagrecimento". Estas as vezes atrás da inocência de até mesmo subsâncias naturais traz consigo riscos enormes para o organismo.
Quem faz atividade física intensa tem que ter controle, preparação e acompanhamento de atleta, com exames periódicos que serão mais ou menos complexos de acordo com a idade, riscos, tipo de atividade física, presença de doenças, historia da família que irão nortear carga, periodicidade e modalidade.
Algumas pessoas não podem definitivamente ter atividade física como os com cardiomiopatia hipertrófica por risco de agravamento do quadro ou mesmo de morte subita. Também aqueles com arritmias cardíacas mais complexas podem ter o mesmo impedimento.
Quando vemos alguém morrer numa academia ou mesmo num campo temos que ter a consciência de que fazer exercício e muito menos arriscado para saúde do que ser sedentário, mas que é claro que pode trazer riscos se for exagerado, sem preparo adequado ou se for acompanhado de químicas aparentemente inocentes que podem trazer conseqüências gravíssimas.
Academia é ótimo para estimular, disciplinar e até mesmo para tornar agradável a prática de atividade física, porém deve ter muito claro seu papel de balizador e guardião da saúde de seus associados, isto não e um mero negócio, isto é saúde e é vida.
Samuel Georges Davis, Jr. nasceu em Nova York, no Harlem, em 8 de dezembro de 1925. Filho de Samuel Davis, um entertainer afroamericano, e de Elvera Sanches, porto-riquenha, bailarina e sapateadora.
Devido à profissão dos pais, ele foi criado por sua avó paterna. Quando tinha três anos seus pais se separaram. Seu pai não esperou a custódia do filho e levou-o com ele num tour. Sammy aprendeu a dançar com seu pai e com o “tio” Will Mastin que dirigia o grupo em que seu pai trabalhava. Eles o protegeram ao máximo do racismo, mas Sammy o conheceu de perto quando serviu no exército durante a Segunda Guerra.
Davis iniciou sua carreira de cantor, ator e dançarino muito cedo, se apresentando com Will Mastim e seu pai.
Excursionou pelo país com o trio e se tornou um sucesso na boate Ciro. Em 1954, quando estava atuando em Las Vegas e retornava para Los Angeles, Sammy sofreu um grave acidente automobilístico, ficando hospitalizado por seis meses e vindo a perder o seu olho esquerdo. Seu amigo e ator Eddie Cantor permaneceu ao seu lado e comentou bastante sobre o judaísmo e sua semelhança com o preconceito sofrido pelos negros. A mãe de Sammy era católica e o pai protestante e, após alguns anos, Sammy iniciou o estudo sobre o judaísmo. O livro “A History of The Jews”, de Abram L. Sachar, que descrevia a vida difícil do povo judeu, era seu livro de cabeceira. Sammy decidiu se converter ao judaísmo. Ele afirmava em suas entrevistas “Eu sou caolho, negro e judeu”. De qualquer maneira o acidente mudou sua vida. Davis passou de um simples entertainer a uma celebridade internacional, um ícone.
Seu primeiro álbum foi lançado em 1955: “Starring Sammy Davis Jr.” Após o lançamento do álbum, ele ficou por um tempo afastado. Ao retornar, colocou nas paradas de sucessos músicas como “Something’s Gotta Give”, “Love me or Leave me” e “That Old Black Magic”.
Formou parceria com Frank Sinatra, Dean Martin, Peter Lawfard e Joey Bishop, o célebre grupo Rat Pack, que atuava nos cassinos de Las Vegas entre 1950 e 1960. O grupo também produziu filmes como “Onze Homens e um destino” em 1960, “Sergeants 3” em 1962 e “Robin and Seven Hoods” em 1964. Sua carreira foi prejudicada devido ao racismo, apesar de pertencer ao grupo Rat Pack. O artista tinha uma agenda cheia de shows que estavam sempre lotados, e afirmou numa entrevista, “Gostem ou não de mim, eles sabem que meu espetáculo vale o dinheiro que gastaram com o ingresso”.
O público americano conservador manifestou sua ira em dois episódios da vida do ator. Primeiramente sua conversão ao judaísmo e depois, quando Sammy se casou com a atriz May Britt, sueca, loura e branca. Nesse período ele recebeu até ameaças de morte.
Sammy foi grande financiador da causa dos direitos civis. Faleceu aos 64 anos, em 16 de maio de 1990, na sua casa em Beverly Hills, California, de câncer na garganta. Foi enterrado no “Forest Lawn Memorial Park Cemetery” em Glendale, perto de seu pai e de Will Mastin. Dois dias após a sua morte, as luzes de neon de Las Vegas foram apagadas por dez minutos em sua homenagem.
Qual a sua maior motivação para um gesto tão definitivo? Criar um propósito para sua existência? Ter a pessoa que ama ao seu lado? Impor justiça com as próprias mãos? Compensar o sentimento de culpa por um acidente terrível do passado? Ao espectador, cabe fazer seu julgamento sobre a história desse jovem e seu destino. Edgar é um jovem de classe média que vive uma plena crise existencial por conta de seu passado. Conduzido por uma narrativa extremamente fragmentada, cheia de reviravoltas, ritmo alucinante, ágil e surpreendente, o filme tem uma temática extremamente contemporânea.
Trama policial, corrupção e política são os alicerces desse longa extremamente inovador no mercado brasileiro. Sim, em alguns momentos podemos até nos lembrar de Tropa de Elite por sua temática, mas em nada se parecem.
De um lado o poder, representado por um estado corrupto, abusivo em seus tributos e ausente perante suas obrigações. Do outro o crime, cada vez mais organizado com a violência se tornando uma constante na vida dos cidadãos das grandes metrópoles.
O filme conta com uma edição frenética, bem ao estilo dos videoclipes e mistura diversas linguagens e tecnologias, incluindo desenhos, gráficos, imagens congeladas, aceleradas, flashbacks e flashforwards. Bem diferente ao que estamos acostumados, talvez por isso, considero o filme tanto de arte como comercial.
“Dois coelhos” é um projeto completamente autoral de Afonso Poyart, que assina a direção, roteiro e produção do filme.
Comecei o meu dia 1º de janeiro com um passeio a uma vila portuguesa de nome estranho, Óbidos.
Ao contrário do que se possa pensar, o nome Óbidos não deriva da palavra óbitos, mas sim do termo latino oppidum que significa cidade fortificada.
Cercada por muralhas (estas sem ladrilhos para variar), o grande barato do passeio é andar, ou melhor, subir pelos caminhos estreitos que a rodeiam. Mesmo com a minha vertigem a certas alturas, me aventurei em uma das trilhas, que, segundo meu primo português, era "tranquila".
De fato, o caminho foi tranquilo e bastou que fosse me apoiando nas paredes da muralha à esquerda e não olhasse para a direita, onde um pequeno abismo era admirado por todos os turistas.
Parênteses:
Não sei de quem herdei esse medo de altura, mas desde que assisti ao filme de Mel Brooks "Alta ansiedade", não posso chegar perto de uma varanda ou olhar para baixo num local de vista panorâmica. Posso subir de elevador até 30 andares sem problemas, mas no bondinho do Pão de Açúcar, por exemplo, fico bem no meio, sem olhar para baixo. Avião, só sento no corredor e de preferência não olho nunca pela janelinha, principalmente as nuvens que, sinceramente, não me dizem nada (?)
Voltando...
Óbidos é uma das sete maravilhas de Portugal, e não é para menos. Uma cidade linda e cheia de charme. Lá a especialidade não é bacalhau e nem pastéis de Belém, e sim, o licor de Ginja. A ginjinha é uma fruta similar à cereja e, diz a lenda (e o meu primo português), que quem visita Óbidos deve parar em toda casa que oferece esse delicioso licor e tomar uma dose num copinho de chocolate.
Como eu não gosto de contrariar lendas, parei logo no primeito Pit Stop de Ginja e tomei em poucos goles. Ao final, comi o copinho. Uau! Que delícia!
Após quase uma hora de passeio, nos demos por satisfeitos e começamos a descer a trilha. Avistei do alto um rapaz tocando acordeom e, a sua frente, um cachorrinho imóvel e tremendo (acho que de frio) segurando com o fucinho um copinho com algumas moedas.
Aqui no Brasil, certamente o dono desse animal seria denunciado por maus tratos , mas isso por lá é supercomum e encontramos vários outros "músicos" pelo caminho (e também no metrô de Lisboa) apresentando o mesmo "show".
Paramos para uma sopa, que estava deliciosa e seguimos para o Castelo Medieval de Almourol no Distrito de Santarém.
Almourol foi conquistado em 1129 por D. Afonso Henriques (1112-1185). No século XX foi classificado como Monumento Nacional de Portugal. À época do Estado Novo português, o conjunto foi adaptado para Residência Oficial da República Portuguesa, onde realizavam importantes eventos oficiais.
Ao final da tarde voltamos para Portugal e terminamos o primeiro dia do ano jantando (já repararam como a comida é a principal atração desta viagem?) no restaurante Sinal Vermelho, no bairro alto, um badalado bairro antigo e pitoresco no centro de Lisboa, com ruas estreitas e empedradas, casas seculares, pequeno comércio tradicional, restaurantes e locais de vida noturna.
Nosso último prato de bacalhau foi ali. Com batatas ao murro e couve lombarda, cultiva em Portugal e de cor branca. Um bom vinho tinto do Alentejo para acompanhar e um doce português à base de engordativos que só de pensar me fazem ganhar uns graminhas a mais. Enfim, um dia perfeito.
Continuo na próxima...
Culinária & Afins
Dicas do Chef Beteavon
Depois da morte do irmão, chef se volta para cozinha israelense Fonte: New York Times
Michael Solomonov, chef de cozinha no Zahav, restaurante especializado em comida israelense
Michael Solomonov fazia comida italiana no Vetri quando ficou sabendo que seu irmão mais novo, David, estava prestes a tirar uma licença antes de ser liberado do Exército israelense em 2003.
O Vetri ficou fechado por algumas semanas enquanto ele tirou folga para viajar para Israel e passar algum tempo com David. “Nós fomos muito à praia, discotecas e plantações de laranja”, disse ele, “comemos em muitos lugares diferentes, fomos para vários lugares”. Cerca de um mês depois que voltou para casa, Solomonov recebeu um telefonema. David havia se voluntariado para trabalhar durante o Yom Kippur e deixar que outra pessoa voltasse para casa. Num pomar perto da fronteira libanesa, ele foi assassinado por atiradores.
Alguns meses depois, na base do exército de seu irmão, Solomonov fez um jantar memorial que, segundo ele, mudou a direção de sua vida. Ele percebeu que podia ficar na Filadélfia, mas suas raízes estavam em Israel. “Até visitar aquele lugar, eu não tinha intenção de fazer comida israelense. Mas, depois da morte do meu irmão, ficou claro o caminho que eu deveria tomar.”
Ele e Steven Cook, um banqueiro de investimentos que se transformou em chef de cozinha, decidiram abrir um restaurante com comida nativa israelense além de pratos levados para lá por muitas correntes de imigrantes. Eles chamaram o lugar de Zahav, que significa ouro, evocando o sol brilhando sobre a pedra de Jerusalém, como a pedra que eles usaram para revestir o chão e as paredes quando abriram o restaurante há três anos num mini-shopping entre o Society Hill e o Independence Mall.
“Senti que com este restaurante eu poderia compartilhar a experiência de vida do meu irmão com todo”, acrescentou.
Solomonov teve uma conexão com Israel a vida toda. Ele nasceu perto de Tel Aviv, passou a maior parte de sua infância em Pittsburgh, depois voltou a Israel com sua família. Depois de uma breve estadia na Universidade de Vermont, onde ele disse que se graduou em snowboarding e maconha, trabalhou numa padaria perto de Tel Aviv antes de estudar numa escola de culinária da Flórida. Então o chef e dono do Vetri, Mark Vetri, não ficou surpreso com a decisão de seu ex-cozinheiro. Ele disse que Solomonov tinha aprendido técnicas de culinária com entusiasmo e gerência de restaurante e aperfeiçoou uma ética de trabalho que aprendeu na padaria israelense, onde ele trabalhava turnos de 12 horas depois de acordar às 5h da manhã.
“Mas era óbvio que a comida italiana não era para ele”, disse Vetri. “Ele me fazia encomendar ervas do Oriente Médio, que ele testava nos pratos.”
Mesmo quando fazia as refeições dos funcionários do Vetri, Solomonov trabalhava com ingredientes israelenses, fazendo peixe com hawayij, o condimento iemenita que combina cominho, pimenta do reino, cúrcuma e cardamomo.
E ele aprendeu alguma culinária israelense durante o tempo que trabalhou na padaria, onde ele fazia burekas, uma massa folhada recheada com espinafre ou queijo, reminiscente daquelas que sua avó búlgara fazia com queijo e batatas.
“Aprendemos a fazer de uma forma muito simples, coisas bonitas como matbucha, uma salada de tomate cozido feita pelos marroquinos e tunisianos”, disse ele. “Estávamos trabalhando com ingredientes incríveis como pepinos, e os laticínios eram sensacionais.”
Ele tem uma visão ampla do que constitui a culinária israelense.
“A comida árabe está por toda parte em Israel, é claro”, diz Solomonov. “É a comida da terra. Mas também há pessoas que voltaram de lugares muito diferentes, com a culinária iemenita que é tão estimulante, a cozinha síria de Aleppo, os turcos e os gregos que voltaram, sem esquecer dos armênios e drusos que não são judeus e, é claro, a comida palestina, que é tão relevante para a culinária israelense hoje. E como posso esquecer dos etíopes e dos russos?”
Solomonov, que tem apenas 32 anos apesar dos fios grisalhos em seus cabelos pretos curtos, cria pratos simples com várias camadas de sabor.
É claro, ele serve o humilde homus, em quatro tipos diferentes, incluindo masabacha, uma versão palestina mais leve, para o verão, na qual o grão-de-bico fica nadando no tahini, e uma variedade turca servida quente com manteiga.
Ele coleta as receitas em viagens anuais a Israel e virando as páginas de livros de culinária do Oriente Médio como “Especiarias: Sabores do Mediterrâneo Oriental” (William Morrow, 2006), escrito por sua amiga Anna Sortun do Oleana em Cambridge, Massachussetts, e “Alcachofra a Za'atar: Uma Jornada Mediterrânea” (University of California Press, 2008), escrito por Greg Malouf e Lucy Malouf, um chef libanês e sua mulher que mora na Austrália.
Solomonov também colhe ideias das pessoas que ele encontra.
Num jantar no Restaurante Mémé de David Katz na Filadélfia, Suzanne Katz, mãe do chef, estava fazendo a comida que comia quando era criança em Casablanca, incluindo um kofta apimentado de peixe. Com seu próprio toque, essas almôndegas de peixe agora estão no cardápio do Zahav.
Quando um prestador de serviços iemenita trabalhou no restaurante, Solomonov foi até a casa da mãe dele numa viagem a Israel para experimentar sua sopa iemenita cozida num pequeno fogareiro em sua minúscula cozinha em Hadera. Agora a sopa está no cardápio com o acréscimo de pedaços de carne ou peito de vitela e cebolas assadas, bem como tradicionais sementes de feno grego.
Embora o Zahav não seja kosher, Solomonov não serve moluscos nem porco, nem mistura leite e carne num prato.
“Ter um restaurante kosher é uma coisa totalmente diferente e é extremamente complicado nos Estados Unidos”, diz ele. “Queremos que as pessoas abracem o tipo de comida que estamos fazendo, não queremos aliená-las.”
Ele usa frango da marca Grow and Behold. “É um frango kosher de alta qualidade que é incrivelmente delicioso”, disse ele enquanto oferecia um pedaço de coxa de frango marinada em suco de laranja, limão e alho e depois grelhada, com batatas fingerling cozidas em gordura de frango com a mistura de temperos za'atar, do Oriente Médio.
(Ele também é dono da Percy Street Barbecue, onde serve porco e carne, e da Federal Donuts, que serve café e donuts de manhã e frango frito ao estilo coreano durante o resto do dia.)
A criatividade de Solomonov foi facilitada por Lior Lev Sercarz, um guru das especiarias que mistura marcas de alta qualidade de especiarias no La Boite, em Manhattan, para chefs como Eric Ripert e Daniel Boulud.
“Até encontrar Lior, sempre que um familiar me visitava, trazia especiarias na mala, mas até seus casacos vinham cheirando cominho e sumagre”, diz ele. “Então agora uso principalmente as coisas de Lior”.
No ano passado depois do Rosh Hashana, Solomonov voltou mais uma vez, com sua mulher Mary, para o pomar onde seu irmão foi morto. Seu filho recém-nascido recebeu o nome do irmão.
“Eu abri os melhores kiwis que já experimentei, e algumas uvas que tinham gosto de lichia”, disse ele. “Então o agricultor nos deu essas romãs deliciosas, uma variedade libanesa dada a ele por seus funcionários. As sementes quase não existiam, e a fruta tinha gosto de água de rosas.”
O pomar, ele descobriu, foi plantado por três gerações da família de um imigrante russo que havia fugido dos pogroms, e é cuidado por trabalhadores libaneses que cruzaram a fronteira.
“Era tão trágico e um contraste tão grande”, disse ele. “Esta paisagem linda, libaneses de um lado da cerca e israelenses de outro. Eu estava tentando entender aquilo. E meu irmão morreu defendendo a terra onde está essa história.”
Notinhas
.Mary Rombom Halfen foi homenageada no Instituto de Dermatologia Prof. R.D.Azulay com o seu nome gravado numa placa na Biblioteca.
Na foto a homenageada junto ao esposo Isaac e do prof.David Azulay ( de óculos )
. Maya Palatnik Chauhan, filha de Gisele P e Sachim completou 6 meses no último dia 13 de janeiro
Maya, no dia de seu aniversário em Londres
.Tefilim no Kotel
Rafael Kelner Polisuk, filho de Luiz Claudio Polisuk e Marcia Kelner Polisuk colocando o Tefilim em Jerusalém durante o seu Bar Mitzvá
Rafael com o tio Paulo André Polisuk
.Instituto Weizmann de Israel e Capes lançam edital para primeiro programa de cooperação científica com Israel
Inscrições vão até 15 de março
Com o objetivo de fortalecer a cooperação técnico-científica entre o Brasil e o governo de Israel, por meio do intercâmbio de estudantes e docentes, acaba de ser publicado o edital do primeiro programa de cooperação científica da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) com Israel. Trata-se do Programa de Projetos Conjuntos de Pesquisa Capes/Weizmann, uma parceria da Capes com o Instituto Weizmann de Ciências.
O edital prevê a seleção de projetos nas áreas de biologia, bioquímica, química, física, matemática e ciência da computação. Para isso, o programa irá fomentar a mobilidade de pesquisadores e estudantes dedoutorado e pós-doutorado entre o Brasil e Israel.
Entre os benefícios previstos estão missões de trabalho que incluem diárias internacionais, seguro saúde e passagens aéreas internacionais para docentes brasileiros; missões de estudo que contemplam bolsas, auxílio instalação, seguro saúde e passagens aéreas internacionais ou auxílio deslocamento para discentes brasileiros; e recursos de custeio do projeto.
Instituto Weizmann Localizado em Rehovot, Israel, o Instituto Weizmann figura na vanguarda da investigação científica. Seus modernos laboratórios abrigam mais de 2500 cientistas, técnicos de laboratório e estudantes, que vêm fazendo grandes contribuições para a humanidade no campo das investigações científicas e no tratamento de doenças como o câncer e a esclerose múltipla, entre outras. O Instituto oferece cursos de mestrado e doutorado em matemática, informática, física, química, e biologia, bem comodiversos programas interdisciplinares.
Em 2009, a professora do Departamento de Estruturas Biológicas do Instituto, Weizmann, Ada Yonath, recebeu o Nobel de Química.
Sonia Lisker (2ª à esq.) e Flora Sztajnman (à dir) com a nutricionista Maria Augusta Nunes e Assistente Social Flávia Marciano.
No último dia 17 de janeiro, o Grupo Meorot de Na´amat Pioneiras Rio fez uma grande doação para o Hospital Municipal Maternidade Alexander Fleming de kits com roupinhas de bebê para mães carentes. A presidente de Na´amat, Sonia Lisker e a vice-presidente, Flora Sztajnman foram pessoalmente a Marechal Hermes fazer a entrega.
"A diferença em comunicação"
Ano III - nº 112 - 4 de outubro de 2011
Edição e Programação visual:Denise Wasserman Jornalista Responsável: Jakob Zajdhaft
Resiliência. Capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, estresse etc.
Resiliência judaica. Novo termo criado pela antropóloga pernambucana Izabella Lucena, que baseou sua tese de mestrado na história dos judeus ao longo de mais de quatro mil anos. O resultado de suas pesquisas sobre esse tema resultou no livro Resiliência, Judaísmo e Cultura Organizacional Interrelações e Reflexos, que terá o seu lançamento no Rio de Janeiro, no próximo dia 5 de outubro na Travessa do Leblon.
De acordo com o rabino Nilton Bonder que assina a "orelha" do livro, é um trabalho que aponta do particular ao universal e interessa a todos os que buscam reverter situações de ameaça e desafio em novas possibilidades. Um mosaico que entrelaça instinto e arte, sobrevivência, ação e promove a vida.
A entrevista com a autora Izabella Lucena você acompanha a seguir. Vamos lá?
.Como surgiu o termo Resiliência Judaica? - Em 1999 comecei a pesquisar sobre resiliência e foi também o período que estava fazendo pós-graduação e me candidatando ao mestrado em Antropologia. Nesse percurso entrei num curso multidisciplinar de estudos sobre judaísmo na Universidade Federal. Através das pesquisas comecei a perceber um campo muito interessante sobre este tema. Tornei-me pesquisadora do arquivo judaico e virei coordenadora de projetos. Fizemos várias exposições, principalmente sobre os séculos, XV, XVI, XVII que é um período riquíssimo da história do Brasil de presença judaica. Já na época das esquadras de Cabral tivemos uma marcante presença judaica e o estabelecimento desses judeus, aqui, em Pernambuco, com uma participação extremamente ativa na construção da sociedade. No governo de Mauricio de Nassau houve um grande progresso científico-cultural e um dado curioso: a primeira ponte urbana do Brasil foi feita por um judeu. Com a saída dos holandeses e a chegada dos portugueses, muitos judeus fugiram para outros lugares, devido às perseguições da Inquisição, sendo que um grupo pequeno foi para Nova Amsterdã, hoje Nova York, e lá se adaptaram, participando efetivamente da construção de uma nova sociedade. Esse grupo de 23 pessoas que conseguiu chegar em Nova Amsterdã tinha uma visão de participação social totalmente diferente das outras pessoas. Acho que essa experiência vivida no Brasil contribuiu muito para a ocupação daquela região lá. Isso é apenas um exemplo de resiliência judaica.
.Resiliência é uma espécie de superação de adversidades? -Muitas pessoas confundem resiliência com resistência. Resiliência vai muito além do resistir. É um compromisso com a vida, um comportamento ético. É importante entender este conceito e perceber que ele pode ser desenvolvido. Todo mundo tem resiliência. Uns tem mais desenvolvidos e outros menos. É uma capacidade que todos nós temos de administrar as adversidades, se recuperar de situações traumáticas e criar soluções. Se adaptar sem conformismo, mas criativamente.
. Você então criou o termo Resiliência judaica? -O termo foi considerado uma nova categoria dentro da Antropologia. Quando mergulhamos na trajetória histórica dos judeus, percebemos uma quantidade de carga de dificuldades impostas da coletividade ao longo de muitos anos. Enquanto vários outros grupos se diluíram, os judeus permaneceram. Isso me chamou atenção, principalmente porque os judeus tiveram até extermínio programado. Foram vítimas em diversos períodos históricos. E por que esse grupo não se acabou? Como esse grupo permanece até hoje? O que manteve esse grupo? Comecei a casar as propriedades da resiliência focadas em cinco características básicas que são: produtividade, flexibilidade, foco, doação e organização. Muitas soluções foram apresentadas coletivamente por esse grupo ao longo da história e apresentou sérias respostas de resilência.
.Os judeus têm resiliência mais desenvolvida do que os demais grupos? - Não posso afirmar que os judeus têm mais resiliência do que os demais povos, mas é uma característica estampada dentro das experiências coletivas. As dificuldades, ao invés de dispersar o grupo, os mobilizou. Na época da Inquisição, por exemplo, muitos judeus (cristãos novos) tinham uma vida dupla para poder participar da sociedade vigente, mas sem abrir mão de serem judeus. Essa é uma demonstração maravilhosa de resiliência. Você não abre mão do que acredita, ao mesmo tempo em que não deixa de se integrar numa realidade completamente diferente à sua. Isto não quer dizer que os judeus são os povos mais resilientes do mundo, não é isso. Existem outras experiências coletivas no mundo. A capacidade de resilência do Japão, por exemplo, na Segunda Guerra Mundial e até mesmo atualmente em decorrência dos terremotos. O interessante é que o judaísmo, na visão ocidental, é a base de tantas outras religiões e tem o tempo mais longo na história de permanência de um grupo com diferentes significações. Isso é muito rico para outras culturas, para outras experiências.
.Em relação à Cultura Organizacional, como a resiliência se manifesta dentro de uma empresa? -A resiliência pode ser estimulada, tanto individual como coletivamente. Em meio a uma crise você geralmente tem duas opções: o perigo, que pode representar uma ameaça ou as oportunidades que ela pode trazer. Normalmente as pessoas mais resilientes optam para o lado das oportunidades. Ao invés de se afundarem pela pressão que estão sofrendo, essas pessoas diante do caos buscam uma nova ordem. Como consultora de Relações Humanas, quis saber se uma empresa dirigida por judeus tem como marca de sua cultura organizacional a resiliência judaica. Fiz a pesquisa com uma empresa de uma família judaica, aqui de Pernambuco. Primeiro pesquisei se a família, em questão, é resiliente como indivíduos e depois se isso se manifestava na empresa. Podiam ser individualmente bem resilientes, sem que isto necessariamente pudesse estar impregnado na cultura da empresa. Ficou muito estampado, nesse caso, a resiliência individual e judaica na cultura da empresa. Todos os detalhes desses resultados estão no livro. Como e quando se manifestou . É natural para elas ter foco, flexibilidade. São características desenvolvidas individualmente que se manifestam na empresa sem que eles se deem conta.
.A resiliência é um instrumento que pode ser desenvolvido na capacitação profissional e pessoal de uma pessoa? -É um tesouro de informação que temos e podemos utilizar para melhorar a nossa vida. Se sentir mais feliz. Hoje priorizamos a qualidade de vida, os compromissos do homem com o homem, que são preceitos judaicos e que estão inseridos na cultura ocidental. A espera do Messias, por exemplo, é uma esperança, um otimismo que persiste o tempo inteiro porque o melhor ainda estar por vir. Isso move comportamento positivo e reações físico-químicas benéficas ao organismo da gente. Todos nós precisamos ter motivação, foco e objetivos para viver melhor.
Mauro Wainstock (Jornal Alef), Jakob Zajdhaft (Nosso Jornal), embaixador Rafael Eldad e cônsul honorário de Israel, Osias Wurman
"A mídia está equivocada quanto à percepção do conflito Israel e os palestinos, e não percebe adequadamente o que se passa no Oriente Médio".
A declaração é de Rafael Eldad, novo embaixador de Israel no Brasil, no encontro com a imprensa judaica na sede da Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (FIERJ), quando foi recepcionado pelo cônsul honorário Osias Wurman, lideranças e dirigentes da entidade.
Segundo o embaixador, Israel é o único país no mundo abertamente ameaçado em sua existência pelo Irã e por grupos extremistas da sociedade palestina, como o Hamas e ainda o Herzbollah, o que aumenta as precauções e, principalmente, a própria segurança do Estado.
Considerou ainda essa falta de percepção da mídia na ONU, quando 22 países árabes e cerca de 50 países muçulmanos votam automaticamente contra Israel.
O embaixador entende que a criação do Estado Palestino deve acontecer após o acordo de paz.
- Temos buscado e suplicado pela paz e necessitamos dela, mas que seja duradoura e não simplesmente no papel.
Segundo ele, o diálogo já constituirá prova do reconhecimento pelos palestinos do Estado de Israel e o caminho para o início da educação dos filhos e de toda população palestina em pensar e agir em prol da paz.
Rafael Eldad representou Israel no Peru, Paraguai, Argentina e agora Brasil, tendo privilegiado a comunidade judaica do Rio, em sua primeira visitação para conhecimento e aproximação.
- O que esta comunidade sente por Israel já o sabemos, o que pretendemos é trabalhar em conjunto para fortalecer a identidade judaica e enfrentar os desafios, respeitando a diversidade de ideias, o que faz a riqueza do nosso povo, em que cada qual tem sua opinião e sua maneira religiosa e tradição, mas certamente todos unidos no entendimento de que Israel é o centro da vida judaica.
Sobre a boa relação Brasil e Israel, declarou ser bilateral, o que pode ajudar para se alcançar a paz.
- Pretendemos intensificá-la de forma quantitativa e qualificativa durante o nosso mandato, destacando os setores econômico, cultural e político.
E complementou: - Torna-se necessário maior esclarecimento, capaz de ensejar melhor entendimento sobre a realidade na região para conhecimento da opinião pública.
Um brinde alusivo ao novo ano judaico marcou o encontro.
Roberta Medina, uma estrela que brilhou no Rock in Rio, com graça e beleza conduziu um dos maiores eventos na Cidade Maravilhosa. Filha de Roberto Medina, dono de uma das maiores agências de publicidade do Brasil, a Artplan, famosa por seus anúncios inesquecíveis como o da campanha da Caixa Econômica Federal. Roberta é neta de Abraham Medina, judeu sefardita nascido em Belém do Pará, que veio para o Rio de Janeiro na década de 1950 e se tornou um dos maiores produtores culturais da cidade. Sua primeira loja, Rei da Voz, situada na Avenida Gomes Freire, vendia e consertava pianos. A loja em seguida iniciou a venda de eletro-domésticos se transformando na maior rede de lojas do ramo na época. Ele sempre quis que o Rio virasse um grande centro turístico. Patrocinou programas de TV e rádio, lançando atores e vedetes. Roberta nasceu com o dom de sua família que trabalhou e trabalha em prol da realização de eventos fantásticos como o Rock in Rio, um dos maiores eventos musicais do planeta. Além de empregar uma quantidade enorme de pessoas, lota os hotéis e projeta o Brasil internacionalmente. Roberta Medina nasceu no Rio de Janeiro em 15 de março de 1978 e reside em Portugal, onde ficou conhecida por participar de um programa de televisão chamado Ídolos. É uma celebridade por lá. Com apenas 22 anos recebeu do pai a missão de ser a coordenadora de produção do Rock in Rio. A moça se saiu bem e atualmente é a vice-presidente do empreendimento. Além do show ao vivo foi possível também assistir ao evento pela televisão e via internet. Vale a pena ressaltar que ela e sua equipe correram atrás dos autógrafos dos participantes do festival em prol do projeto Por um Mundo Melhor, que rifa os instrumentos doados e autografados pelos músicos famosos que são vendidos. A renda arrecadada é destinada à compra de instrumentos que posteriormente serão doados para ONGs. O próximo Rock in Rio vai acontecer no México.
Delegado de Ourinhos conclui curso em Israel
Ex-presidente de Israel, Yitzhak Navon e o delegado seccional Amarildo Aparecido Leal
O delegado seccional de Ourinhos, Amarildo Aparecido Leal, concluiu um curso de quase 3 semanas, na cidade de Tel Aviv, em Israel, organizado pela empresa ISDS International Security & Defense Systems, na Universidade de Tel Aviv.
Após a conclusão do curso, Amarildo Leal recebeu diploma de Gestão em Segurança, cuja temática focou sobre o terrorismo e a situação no Oriente Médio, além das avançadas tecnologias de segurança.
O curso foi muito interessante e rico de informações, afirmou o delegado seccional. Ele destacou ainda que houve participação de membros de 11 paises e que Israel tem muitas informações positivas sobre o Brasil. E concluiu dizendo que Eles se preocupam muito com o terrorismo em todo o mundo.
Durante as exposições, falou-se muito sobre segurança interna contra o terrorismo em áreas públicas, aeroportos, organizações empresariais, grandes eventos como Olimpíadas e Copa do Mundo.
O teatro Dulcina fica na Cinelândia, na Rua Alcino Guanabara, bem defronte à Câmara Municipal. Conheceu dias de glória, esteve maltratado por vários anos, corroído pelo descaso de autoridades, até ser fechado. Ganhou, há pouco tempo, uma boa reforma e reabriu com alma nova (cuidado, uma infiltração já ameaça a pintura ao fundo do teatro, perto do lavatório feminino). Estive lá na sexta-feira, 30 de setembro, às 19 h, na re-estreia de Por Pouco. Saindo do escritório, no Centro, nada como uma peça para começar o fim de semana.
Por Pouco, cujo título encabeça esta crônica, é do francês Samuel Benchetrit, também cineasta o que algumas cenas evidenciam, de modo interessante - e fala de dois homens que, tendo pouco tempo de vida, decidem dar uma razão à sua existência. O texto, que tem muito, mas muito humor mesmo, apesar de tratar de assunto sério a morte - encontra nos atores Ilvio Amaral e Maurício Canguçu, dirigidos por Ary Coslov com perícia cirúrgica, motivo certo para não se deixar de ir ao teatro Dulcina.
Flávia Fernandes e Wolney Oliveira também estão muito bem em seus papéis variados; o quarteto, pois, merece aplausos de um enorme público que lote a bela sala de 500 lugares e três andares, que compõe a bela e renovada casa de espetáculos (além de ser uma grata surpresa arquitetônica para quem ainda não conhece o teatro).
Aliás, pensando em turistas e na revitalização do Centro para 2014 e 2016 e para os cariocas, por que não? - bem fariam nossos governantes se cuidassem com mais carinho do entorno do Dulcina, que precisa de atenção urgente, a fim de que possa receber - cada vez mais - amantes do teatro vindos de todos os outros bairros da cidade. Quem não assistiu à peça quando estreou no teatro Poeira, tem uma nova chance, que cabe aproveitar. Teatro é essencial.
Mas, como o jornal não pode deixar de ser lido, nem os noticiários da TV de serem assistidos, vimos Waldemar Costa Neto obedecendo a ordens do eterno Lula. O mestre mandou seus políticos mostrarem casco duro e rebaterem sempre as falsas acusações da Imprensa, em vez de abandonarem o cargo tão logo fossem citados injustamente. Foi sua defesa que Costa Neto fez diante de seus colegas (há alguns anos ele renunciou exatamente por acusações injustas, mas já está aí, de novo). Declarou-se inocente de todas as acusações, segundo ele lançadas sem nenhuma prova; foi ouvido por rostos que mostravam desde a surpresa ao cinismo.
A Controladoria Geral da União, órgão criado para, como diz o nome, controlar o governo, também alega que só pode levantar elementos contra a corrupção, mas daí para frente, cabe ao Judiciário agir. O judiciário, por sua vez, parece engessado, com cisões internas desencadeadas pela corajosa corregedora Eliana Calmon. Além da morosidade, a Justiça agora precisa decidir como punir seus maus juízes, embora a devesse ser integralmente impoluta. Como alegam ser utópica tal presunção, melhor não encará-la. Pela mesma razão a faxina de Dilma deu uma parada; precisa ser cuidadosa, sob pena de inviabilizar a governabilidade.
Por outro lado, Lula anda zanzando pelo mundo recebendo seus títulos de Doutor Honoris Causa. Em Paris, no hotel de quase R$10 mil a diária, recebeu José Dirceu e Márcio Thomaz Bastos. O conhecido advogado, diz a Imprensa, é forte influência na escolha dos Ministros do Judiciário Maior, que depois, que ironia e coincidência, vão julgar seus clientes, réus de grandes crimes contra o Erário Público. Por alguma razão, continua andando a tiracolo do ex-presidente. Aliás, a sensação que se tem é de uma co-presidência, onde Dilma, com seus afagos à oposição, a desarma, num jogo que termina elevando seu ibope e arrumando a casa para 2014.
A gente já não viu este filme antes? Mais alguns milhares receberão bolsa família ainda este ano, promete o governo, enquanto a Educação se deteriora em todos os níveis. Não parece um arranjo perfeito? Para quem?
Last but not least, a onda de inchar Ministérios só podia dar no que deu. Dona Iriny Lopes, da Secretaria de Política de Mulheres (?), desconhecendo, por exemplo, a frase de Oscar Wilde, que avisava serem coisas pequenas preocupação de gente pequena, decidiu mostrar serviço e, na falta de outra coisa, o fez com bobagem. Então, sem consultar a chefe, avançou contra o comercial da Gisele Bündchen (aquele que a mostra de biquíni avisando o marido que bateu o carro, hoje conhecido de TODOS, graças à dona Iriny). Era um comercial como tantos outros, e talvez passasse sem maior notoriedade, não fosse pela manifestação infeliz de dona Iriny. Seu ataque, digno de uma Cruzada, acabou desagradando a presidenta, que tão gentilmente lhe oferecera o empregão. E dona Iriny ainda ganhou uma charge cômica no jornal O Globo, em pleno glorioso sábado 1º de setembro. Com chave de ouro fechou a semana, tornando-se protagonista do Agamenon, cujas crônicas ridicularizam os fatos estapafúrdios da semana, e tanto alegram o domingo do carioca.
Tivemos este ano um chag longo, de 4ª feira a domingo, pois o final de Rosh Hashaná emendou com o Shabat e as pessoas cansaram de festejar, passear, comer e pensar. Os religiosos têm dois dias de orações, de introspecção, de fazer um retrospecto do ano que passou, e preparar o relatório que apresentarão a D's em IOM KIPUR, quando seremos julgados quem será e quem não será inscrito no Livro da Vida. Por isso abençoamos uns aos outros com as palavras Gmar Chatimá Tová e Shaná Tová utikateivu. Amém.
No espírito deste Cheshbon Nefesh, acerto de contas com a própria alma, traduzi para o Nosso Jornal, um resumo histórico e cronológico da luta de Israel pelo direito de um assento na ONU, como um país livre e democrático, a propósito da proposta palestina da criação unilateral de um Estado, na ONU.
O autor desse resumo é o Dr. Uri Milshtein, historiador militar, autor de vários livros, inclusive a História da Guerra da Independência de Israel, em quatro volumes, traduzida também para o inglês, fonte de referência para todos que querem saber a verdade histórica dos fatos, que continuam a acontecer até hoje, pois a guerra pela independência de Israel ainda não terminou.
O Dr Milshtein é professor da Universidade Bar Ilan e é uma autoridade internacional no assunto. Esse resumo é apresentado de uma forma muito didática, fácil de entendimento.
Nação e Jerusalém Israel já era uma nação em 1312 A.C., ou seja , dois mil anos antes do advento do islamismo.
O processo de identificação dos refugiados árabes em Israel, como palestinos, começou em 1964, com a criação da OLP, duas décadas depois da criação de Israel de hoje, como Estado Judeu.
Depois da conquista deste território pelos judeus em 1272 A.C., governaram durante mil anos e permaneceram na terra durante 3300 anos consecutivos.
A única época que os árabes dominaram, depois da conquista judaica, foi no ano 635 A.C., e durou apenas 22 anos.
Durante mais de 3300 anos, Jerusalém foi a capital dos judeus. Jerusalém jamais foi a capital de nenhuma entidade árabe ou muçulmana. Mesmo os jordanianos, quando conquistaram Jerusalém, não a declararam como capital e nem se estabeleceram nela.
Jerusalém é citada mais de 700 vezes no Tanach e nenhuma vez sequer no Corão
O rei David fundou a cidade de Jerusalém, Muhamed jamais pisou nas sua pedras.
Os judeus, onde estiverem, rezam com a face voltada para Jerusalém, os muçulmanos, rezam em direção à Meca
Refugiados Em 1948 a liderança árabe incentivou o povo árabe a abandonar Israel, com a promessa de que a limpariam dos judeus e então poderiam retornar às suas casas. O 68% dos árabes que fugiram não viram sequer um soldado israelense.
Os judeus que viviam nos paises árabes foram vítimas de violências, perseguições, que os obrigaram a fugir, com a roupa do corpo.
Numericamente, os judeus e os árabes que abandoram o país em que viviam são em torno de 630 mil.
Intencionalmente, os refugiados árabes não foram absorvidos nos países árabes vizinhos que os acolheram, apesar da extensão territorial. Ficaram confinados em acampamentos, que até hoje existem. Depois da Segunda Guerra, 100 milhões de refugiados vagaram pelo mundo e foram recebidos e absorvidos em dezenas de países, e perderam a condição de refugiados, se tornaram cidadãos. Os refugiados árabes representam hoje, o único agrupamento humano que não foi absorvido pelos países do seu próprio povo. Os refugiados judeus foram todos absorvidos em Israel, um país que não é maior que New Jersey.
O conflito árabe-israelense Os árabes têm oito países na região, sem incluir a Palestina. Existe somente um Estado Judeu. As cinco guerras que os países árabes moveram contra Israel resultaram em fracasso. Israel se defendeu e venceu as cinco guerras.
A Declaração da Fatah ainda exige a destruição de Israel. Este item não foi apagado, embora Israel tenha entregue aos palestinos a maioria dos territórios da margem ocidental, concedido autonomia à Autoridade Palestina e fornecido armas para o policiamento interno das cidades palestinas autônomas.
Durante o domínio jordaniano, os lugares sagrados para o judaísmo foram saqueados, profanados e aos judeus era proibida a visitação. Com a reconquista de Jerusalém pelos judeus, todos os lugares sagrados de todas as religiões, foram restaurados e abertos ao culto dos cristãos, muçulmanos e judeus.
Israel e os árabes na ONU Entre 175 resoluções do Conselho de Segurança até 1990, 97 foram contra Israel.
Das 690 resoluções da Assembleia Geral, até 1990, apenas 429 foram contra Israel!
Porém a ONU não se manifestou quando os jordanianos profanavam, sistematicamente, o antigo cemitério judaico no Monte das Oliveiras, em Jerusalém.
Também não disse uma palavra quando 58 sinagogas foram destruídas em Jerusalém.
A ONU manteve silêncio absoluto, durante todos os anos do domínio árabe em Jerusalém quando numa política descriminatória aberta, foi proibido aos judeus o acesso ao Muro das Lamentações e ao Har Habait ( Monte do Templo).
Depois de ler com a devida atenção esses parágrafos, concluímos que nada mudou. Embora Israel seja o único país democrático no Oriente Médio, a sua cadeira na ONU ainda está balançando. A luta pelo direito de ser uma nação livre entre todas as nações ainda não terminou, a sua legitimidade é posta em dúvida na Assembleia Geral , onde os árabes têm maioria automática. Israel é uma realidade, um país desenvolvido que produz cultura, tecnologia, contribuindo positivamente com a evolução da humanidade. Chegou o momento do mundo árabe entender que uma nação não se recebe em bandeja, nem em declarações unilaterais na ONU. Só o diálogo, o respeito ao direito de Israel existir, poderão levar a concretização do Estado Palestino apoiado por Israel, dentro de fronteiras que garantam a sua seguridade e a coexistência pacífica entre os dois povos. Quem sabe este será o Ano das grandes realizações, da concretização das nossas preces, da Paz tão esperada.
Certo dia, um professor estava aplicando uma prova aos seus alunos, que, em silêncio, tentavam responder as perguntas com certa ansiedade. Faltavam uns quinze minutos para o encerramento e um jovem levantou o braço e disse: - Mestre, pode me dar mais uma folha em branco? O professor levou a folha até sua carteira e perguntou-lhe porque queria mais uma folha em branco. O aluno respondeu: - Eu tentei responder as questões, mas minhas ideias estavam confusas e queria começar outra vez. Apesar do pouco tempo que faltava, o professor confiou no rapaz, deu-lhe a folha em branco e ficou torcendo por ele. A atitude do jovem causou-lhe simpatia que, tempos depois, ainda se lembrava daquele episódio simples, em que um jovem reconhecia sua confusão e procurava retificá-la.
Que tipo de pessoa eu me tornei?
Estamos numa época de muitas reflexões, arrependimentos e o compromisso de adotar posturas que nos tornem melhores seres humanos.
Segundo o Talmude As transgressões do homem contra Dus o Dia do Perdão as absolve, porém as transgressões contra o próximo, o Dia do Perdão não as expia a menos que o indivíduo se reconcilie com o próximo e repare o erro cometido.
Metáfora é uma das mais poderosas figuras de linguagem com sentido de comparação, coexistindo com histórias, levando mensagens que queremos comunicar.
Este conto nos transmite que mesmo que não peçamos, o Divino nos oferece a cada dia uma nova folha em branco para que contemos nossa história, corrigindo erros, assumindo um novo capítulo baseado em regras éticas e escrevendo, usando as tintas do coração, o nosso livro da vida, onde estarão em letras vibrantes: a dignidade, fraternidade, esperança e a fé. E nesse hoje, reflitamos sobre todos os atos cometidos, corrigindo-os e nos tornando dignos de mais uma vez sermos inscritos no LIVRO DA VIDA
Que este ano possa ser um ano de equilíbrio, que tenhamos a percepção de fazer parte de um mundo ÚNICO, onde as diferenças sejam vistas apenas como diferença, sem preconceitos, nos unindo por uma vida plena de amor e respeito.
GMAR CHATIMÁ TOVÁ!
Cinema
Crítica do filme - "Família vende tudo" Por Alessandra Shcolnik
O tão falado jeitinho brasileiro, em todas as suas variantes, é o tema dessa comédia de Alain Fresnot. Investindo em linguagem e estética populares, o filme aborda as Marias-Microfone, mulambeiros, malandragem e "Glória a D-us". Humor envolvendo críticas sociais bem atuais. Bom elenco, mas, ainda assim, não convence.
Sim, é um ótimo retrato da cena atual, mas falta algo na essência desse filme. O roteiro é bom, a direção de arte também, mas a direção não me convenceu. Não é um filme divertido, é um filme real, de uma realidade bem próxima e triste.
O filme foi vencedor de cinco prêmios no Cine PE 2011, incluindo melhor ator para Caco Ciocler, melhor atriz para Marisol Ribeiro e melhor ator coadjuvante para Robson Nunes.
O desenvolvimento que "atravanca" o progresso Por Denise Wasserman
Ao entrar no estacionamento de um shopping, uma dúvida sempre me acomete: qual é a verdadeira função da pessoa que fica em pé, ao lado da caixinha que emite automaticamente o cartão do estacionamento para o motorista e faz a cancela levantar?
Vocês podem até achar que eu estou sem assunto para escrever, mas na verdade, há muito tempo estou com essa questão na minha cabeça e confesso que tenho várias dúvidas a esse respeito.
Toda vez que vejo essa cena no estacionamento, me lembro sempre uma história contada por um amigo, que há dez anos mora na Europa e que, em uma de suas visitas a trabalho ao Brasil, acompanhou um empresário suíço a um escritório no Centro da cidade.
Ao pegarem o elevador, o suíço questionou em tom irônico a função do ascensorista e indagou se os brasileiros tinham dificuldades em tocar o botão do elevador.
Meu amigo, esperto, deu uma boa resposta:
-Nós, aqui no Brasil, temos problemas de desemprego e esta é uma forma de diminuir o número de desempregados do país.
Se colou, ou não, é outra questão, mas, analisado por outro ângulo, faz sentido. E por isso, sempre que vejo uma pessoa tirando e colocando o cartão de estacionamento no sistema eletrônico, penso que deve ser pelo mesmo motivo.
Parando para pensar, existem funções que realmente não deveriam existir, como: o colocador de cartões nos guichês eletrônicos, ascensoristas, operadores de telemarketing , trocadores de ônibus, garçons de restaurante self-service, entre outras.
Por outro lado, existem funções que foram extintas com a modernidade, mas que realmente fazem falta, como, por exemplo, lanterninha de cinema.
Quem consegue enxergar o número de sua cadeira num cinema escuro? Outra questão: por que os números dessas cadeiras ficam do lado de trás, se nós entramos pela frente? Não seria óbvio que a numeração ficasse num local visível?
A máquina vem substituindo o homem em várias situações e no Japão já se inventou até um robô que faz faxina doméstica. Enquanto isso, aqui no Brasil, vamos tendo acesso às altas tecnologias utilizando parcialmente seus benefícios (como no caso do entregador de cartões de estacionamentos de máquinas eletrônicas).
E voltando ao meu amigo que mora na Europa, ele estava me contando, dia desses, que, ao pedir a sua secretária que tirasse cópias de seus documentos, ela entrou assustada em seu escritório perguntando o que era aquela mancha em sua carteira de identidade.
A secretária, espantada, quis saber o que isso significava, pois na Europa não existe impressão digital. No Primeiro Mundo sempre que é necessário se provar algo, é feito um exame de DNA. Após a explicação, a secretária continuou sem entender e meu amigo, mais uma vez, se utilizou de um esperto argumento:
- No Brasil, devido ao baixo poder aquisitivo de grande parte da população, se procura utilizar soluções simples e de baixo custo para atender à população carente. Por isso utilizamos a impressão digital.
É, acho que dessa vez não colou...
Sociais
.Em visita a Volta Redonda, onde participou como palestrante de um evento, o Ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, coincidentemente se hospedou no mesmo hotel em que a delegação do Fluminense estava concentrada para a partida diante do Santos, no último sábado (1º), no Raulino de Oliveira. Surpreso com a oportunidade, o Ministro aproveitou para conversar com o técnico Abel Braga, de quem recebeu uma camisa grená de presente, e com o vice-presidente de futebol, Sandro Lima. - Foi uma grata felicidade vir aqui para realizar uma palestra e ter a coincidência de me hospedar exatamente no hotel do meu time de coração. Meu amor pelo Fluminense é de infância, cresci com ele e hoje ele está estampado no meu gabinete no Supremo Tribunal Federal, que ao lado da bandeira do Brasil tem a do Fluminense.
Sandro Lima, Abel Braga, Luiz Fux e Deley
. Um Shabat especial foi celebrado na primeira sexta-feira de 5772 na casa do psicanalista Paulo Blank que conduziu a noite com reflexões sobre o novo ano j e com um lindíssimo fundo musical judaico, incluindo músicas do popular rabino cantor Shlomo Carlebach, que dedicou parte significante de sua vida viajando pela América e pelas comunidades judaicas do mundo, encantando e atraindo a todos com suas músicas.
Paulo Blank (ao centro) tocou o Shofar no primeiro Shabat de 5772 realizado em sua casa com amigos e familiares.
. O Taschlich, às vésperas de Rosh Hashaná, foi realizado pelo rabino Goldman do Beit Lubavitch, na praia do Leblon. Um grupo grande da comunidade judaica esteve presente.
Comunidade Judaica na praia do Leblon em cerimônia conduzida pelo rabino Goldman
.Sylvia Kresch foi prestigiar o amigo e artista plástico Helio Rodrigues no lançamento de seu livro "Vertigens do Vazio" (Ed. Livre Expressão) na ProSaber.
Sylvia Kresch e Helio Rodrigues
Agenda & Notas
.Após lerem o livro O sobrevivente, de Aleksander Henryk Laks e participarem de uma palestra com o autor, os alunos do 9º ano da escola Eliezer Max escreveram uma redação Carta a um Sobrevivente e com elas, participaram do concurso promovido anualmente pelo Museu Judaico em parceria com a Sheerit Hapleitá do Rio de Janeiro. Algumas redações foram selecionadas e seus autores foram premiados com DVDs personalizados dentre o acervo de filmes do museu, escolhidos pelos próprios ganhadores. A Escola parabeniza os alunos Daniel Grumach, Elissa Griner Taublib, Eric Slawka, Rachel Birman Tonietto, Sabrina Attié de Barros e Sophia Schreiber Heilborn, a coordenadora e morá Tania Holperin e a morá Sheila Tellerman.
Aleksander Henryk Laks com as alunas do Eliezer Max
.A jornalista Eliane Bardanachvili irá lançar no próximo dia 26 de outubro, às 18h, na Casa da Ciência da UFRJ o livro "Educação e Trabalho - O papel da escola e a qualificação para o mercado". Trata-se de uma análise das entrevistas do caderno Educação & Trabalho, que circulou no Jornal do Brasil no período de 1999 a 2001, do qual Eliane foi uma das editoras. O livro traça um panorama das principais questões envolvendo o papel da escola no século 21, ao mesmo tempo em que discute a mediação do jornal na circulaçã oda informação.
.Fernanda Montenegro, Clarice Niskier e Laila Zaid fizeram leitura de peça teatral no Midrash Centro Cultural, no último dia 27 de setembro. O Lugar Escuro, de Heloísa Seixas, escolhido a dedo pela curadora Joice Niskier, teve Fernanda no papel da Mãe que sofre do Mal de Alzheimer, Clarice, a Filha, que tem que suportar o declínio de sua mãe e Laila, a neta. A imprensa e as mais de duzentas pessoas presentes, puderam mergulhar na profundidade do texto lido por um dos maiores nomes do Teatro Brasileiro.
Clarice Niskier, Laila Zaid e Fernanda Montenegro no Midrash
.Os voluntários do Viva, programa de Tzedek do Hillel, realizaram no último dia 25 de setembro, mais uma atividade no morro do Borel. Neste encontro eles abordaram o tema higiene corporal, através de uma dinâmica divertida, os cinco voluntários levaram informação e educação em saúde para mais de trinta crianças.
Voluntário do Hillel com as crianças do morro do Borel
Deslegitimização de Israel - De que se trata? Por Mauricio Grinberg*
No dia 20 de setembro, quando nas Nações Unidas se discutia a criação de um Estado Palestino, foi realizada uma palestra, no HIllel, sob o patrocínio da FIERJ em parceria com a FIESP, com especialistas do Jewish People Policy Institute JPPI, uma organização de estudos e planejamento do futuro de Israel e do Povo Judeu. O título anunciado do evento era:Qual o Futuro de Israel ? Desafios e Oportunidades. O evento, falado exclusivamente em inglês, consistiu de apresentações pelos integrantes do JPPI: Brig. Gen. Michael Herzog (filho do ex-presidente de Israel), Embaixador Avi Gil, e o Jornalista Avinoam Bar Yossef, Diretor do JPPI e ex-correspondente do jornal Maariv em Washington. Os dois primeiros ocuparam altos cargos de direção e assessoramento, no mais alto nível, no Governo de Israel. Entre os assuntos discutidos, com intensa participação dos jovens do Hillel, despertou grande interesse o problema da atual campanha de deslegitimização de Israel. Sobre o assunto discorreu o Gen. Herzog com grande clareza e enfatizando a necessidade de um engajamento dos Judeus da Diáspora, em seus respectivos países. Um relato da fala do Gen. Herzog pode ser obtido a partir do artigo por ele publicado recentemente, cuja tradução é incluída abaixo.
"Não Subestime a Deslegitimação de Israel" - Brig. Gen Michael Herzog O Estado de Israel, com seus 63 anos de existência, tem estado sujeito e sobrevivido a ataques militares e terroristas. Israel prevaleceu e agora seus inimigos se voltaram a atacar sua legitimidade. Esta é uma complexa e perigosa iniciativa de batalha. Iniciativas para o boicote de Israel e dos Israelis, ações legais contra Israel e Israelis por crimes de guerra, e assim por diante, estão sendo divulgadas constantemente. A Internet está saturada de sites que atacam a legitimidade de Israel e milhões de pessoas estão expostas a eles.
O que é deslegitimização e o que a separa de críticas legítimas? No seu cerne, é a rejeição da legitimidade de Israel como uma nação-estado do Povo Judeu. No entanto, essa definição não é exaustiva, uma vez que uma parte significativa da campanha de deslegitimização não é expressa na rejeição direta de Israel, mas, em vez disso, aparece de uma forma mais sofisticada. Essa campanha usualmente começa com uma crítica legítima, que é expandida para incluir a exibição de Israel como uma entidade inerentemente imoral, em virtude de sua origem, essência e caráter. O desafio com essa forma de tratar desse assunto é tentar esclarecer a área cinza na qual a crítica legítima e deslegitimização residem concomitantemente. Isto não é um desafio simples, em face da massa de críticas lançadas contra Israel no contexto dos Palestinos. Analistas do fenômeno discordam sobre o peso relativo de motivos antissemíticos, culturais, ideológicos e políticos resultantes do conflito Israel-Palestino. O reflexo negativo do conflito sobre Israel, mesmo quando não utilizado para deslegitimização, serve para alimentar o fogo. A presente campanha de deslegitimização está se espalhando em direção ao Oeste e para o coração do discurso internacional, ligando elementos radical-islâmicos com os liberais de esquerda. O mundo ocidental atualmente caracterizado, entre outras coisas, por uma ênfase em direitos humanos e uma crescente identificação com os Palestinos à custa de Israel, tendências pós-nacionais, e novas formas de informação está aberto à disseminação e recepção da mensagem de deslegitimização. Essa tendência não deve ser subestimada. Israel é realmente forte, mas é pequeno e em grande parte dependente de sua legitimidade internacional. Um aumento significante de sua deslegitimização pode isolá-lo, corroer sua capacidade de retaliação e sua liberdade de agir em sua própria defesa, prejudicar sua economia, e expô-lo a assaltos legais. Os deslegitimizadores têm em frente a seus olhos a imagem da África do Sul que, apesar de seu poder econômico e militar, finalmente sucumbiu sob a pressão acumulada de anos de sanções e deslegitimização. Desde 2001, na Conferência de Durban, 1500 organizações não-governamentais denominaram Israel como um estado de apartheid e pediram o seu completo isolamento. Israel e os Judeus da Diáspora acordaram tarde para esse fato, e somente nos dois últimos anos temos visto estudos e organização para esse fim. No entanto, o caminho a seguir ainda é longo. Não existe uma solução única para cada ameaça em cada arena. Temos que nos concentrar nas arenas principais a Europa Ocidental e os Estados Unidos (perguntado se não deveria ser também considerada a América Latina, o Gen. Herzog, e depois o Emb. Gil, comentaram sobre terem observado a falta de ação dos Judeus sul-americanos junto à mídia e a seus governos). A distinção deve ser feita entre os diferentes atores: - organizações e pessoas que geram deslegitimização, para quem essa é a essência de suas ações e que devem ser expostas como tal; - elementos que contribuem para deslegitimização sem intenção, para quem deve ser clarificado a significância de suas ações (como no caso do Juiz Goldstein e de Jimmy Carter, que retiraram algumas de suas críticas a Israel); - a grande massa da opinião pública que, na maior parte, sem conhecimento específico, e que está aberta a influência e que deve ser engajada; e - potenciais parceiros na luta conta a deslegitimização não somente Judeus que devem ser supridos de ferramentas e com quem coalizões devem ser formadas. Isto não é somente um problema de diplomacia pública. É realmente importante perguntar como devemos reagir à realidade, mas não é menos importante que também perguntemos como devemos moldá-la usando as ferramentas da política. Essa batalha também pode ser vencida, mas requer percepção, uma estratégia geral, administração, recrutamento de forças e recursos em Israel e na Diáspora, educação, estabelecimento de coalizões, proatividade e criatividade. Já é tempo para que aqueles que questionam Israel sejam confrontados com um ponto de exclamação.
*Presidente Amigos da Universidade Hebraica de Jerusalém no Rio de Janeiro
Palestra Genética
Hoje, dia 4 de outubro, a geneticista Dafne Horovitz Gandelman fará uma palestra sobre genética e os judeus, às 16h, na sede. Entrada Franca. Rua Fernando Osório, 16. Mais informações: 2259.1573 - Sonia.
Festa de Sucot
16 de outubrodomingo Venha comemorar conosco a festa de Sucot Na Sede de Naamat Pioneiras Rio. Local: rua Fernando Osório, 16 Flamengo, às 15h.